Canoa havaiana – transporte e diversão!

Utilizadas há 3 mil anos pelos povos polinésios, as “canoas havaianas” têm sua história ligada ao surf. Também conhecidas como Outriggers, elas foram usadas como meio de transporte na Polinésia, sendo responsáveis pela colonização das ilhas do Pacífico, principalmente o Havaí.

Os barcos eram extremamente simples, funcionais e versáteis. Feitos com ferramentas rudimentares de pedras, ossos e corais, dois grandes pedaços de árvore eram unidos e ganhavam uma vela central, feitas de fibra de coco.

Recebiam o nome de Hokule’a e, apesar da aparência frágil, eram muito mais velozes do que as grandes caravelas dos conquistadores europeus. Outros barcos menores, com apenas um casco (um tronco) eram utilizados em travessias menores e transporte local.

Eram as famosas canoas, que até os dias de hoje são utilizadas nos mares da Polinésia, no Havaí e têm estreita relação com a cultura do surf.

Atualmente, são usadas em competições por todas as partes do mundo e também para pegar ondas, sobretudo nas ilhas havaianas. O pai do surf moderno, Duke Kahanamoku, era um exímio remador e aproveitava as épocas de pouca ou nenhuma onda no Havaí para remar.

No Brasil, essas canoas começam a fazer sucesso. Hoje, só o material de fabricação e, claro, as técnicas, mudaram. A fibra de vidro substituiu a madeira, em função à proteção ao meio ambiente, ganhando cores variadas.

Longas, elas medem 14 metros, tem apenas 50 cm de largura e um estabilizador lateral (chamado de ama), fixado por dois suportes (os yakos). Nesse esporte, o fundamental é o sincronismo, as remadas compassadas, para que a canoa tenha um bom desempenho.

A embarcação conta com seis remadores e cada um tem uma função específica. O nº 1 ou voga (quem fica na frente), por exemplo, dá o ritmo do barco. Já o nº 6, ou leme (que fica na outra extremidade), é o responsável pela direção do barco.

Durante as remadas, um grito sempre é ouvido por todos: o Hip Ho. Este é um comando para que os remadores troquem a remada de lado. A cada 20 ou 25 remadas, um dos integrantes do time grita “Hip” e na sequência os outros componentes completam com o “Ho”, passando os remos para o outro lado do barco, para que não haja um desgaste muito grande.

Apesar do pouco tempo no Brasil, ganham cada vez mais a adesão de atletas.

 

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