'Expedicionários' revela trabalho de médicos voluntários na Amazônia

Tema:Expedições
Autor: Redação 360 Graus
Data: 16/9/2012

Um grupo de amigos médicos que organizava caminhadas em meio à natureza conheceu, em 2002, uma aldeia Yanomami, no Pico da Neblina (AM). Resolveram, naquele momento, alterar o foco das viagens e contribuir com aquela população indígena - e outras, igualmente isoladas geograficamente. Em linhas gerais foi assim que nasceu, em 2003, a Expedicionários da Saúde, organização sem fins lucrativos que já realizou, ao longo desse período, mais de três mil cirurgias. O trabalho da ONG virou filme, que estreia dia 21 de setembro, nas capitais São Paulo e Salvador.

Otavio Cury, documentarista, diretor de Constantino, Um Samba para São Mateus e Cosmópolis, ouviu falar do grupo pela primeira vez em 2005 e alimentou desde então a idéia de registrar o trabalho dessas pessoas. “Mais do que um grupo de médicos voluntários fazendo um trabalho social na Amazônia, as expedições pareciam conter algo de único, algo de especial que merecia ser investigado mais a fundo”. E o diretor partiu, junto com sua fotógrafa Raquel Brust, para o vilarejo de São Gabriel da Cachoeira, a 30 quilômetros da fronteira entre o Brasil, Venezuela e Colômbia para conhecer esse trabalho.

E lá, sem roteiro prévio, Cury acompanhou a chegada da equipe médica, a montagem dos centros cirúrgicos, o atendimento de parte da população. Viu e registrou, por exemplo, a completa surpresa de uma mulher que estava grávida do sétimo filho e não tinha idéia do porquê de sua menstruação ter parado; viu um médico orientar uma mãe a amamentar seu filho de apenas nove dias e menos de dois quilos; conheceu um senhor que tinha quebrado a coluna e reclamava de dor na perna ainda sem entender bem a razão; viu dona Maria, com seus pés retorcidos, pedir por uma operação de hérnia. E ouviu também um casal contar sobre o “chá de cupim”, tomado com remédio, para curar algum mal.

Histórias simples de uma população formada por diversas etnias e 160 pessoas. Perto dali existem outras aldeias, vilarejos, pessoas igualmente vulneráveis a doenças e enfermidades e que estão a cerca de mil quilômetros de distância de Manaus, capital mais próxima. Centenas delas se deslocaram e foram ao encontro dos médicos, como fazem anualmente, quando os Expedicionários chegam. O documentário estreia dia 21 de setembro, em São Paulo e Salvador.

Vale lembrar que para que os médicos consigam fazer seus atendimentos é preciso a montagem de centros cirúrgicos. E eles montam três tendas especialmente para a realização de cirurgias e outras três para pequenas intervenções e atendimento nas especialidades de oftalmologia, ginecologia e odontologia. Esses consultórios e centros médicos volantes saem de Campinas (a base da organização), a mais de 4 mil quilômetros, para o Alto Rio Negro a cada nova expedição. Nessa viagem, registrada por Cury, foram exatas 935 consultas e 194 cirurgias, realizadas ao longo de uma semana.

Nesta reportagem:

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