Expedição fotográfica relata uma aventura no coração Africano

Tema:Expedições
Autor: Redação 360 Graus
Data: 8/10/2010

Uma aventura no coração Africano, este é era um sonho de menino que com bom planejamento, patrocínio e determinação consegui realizar neste mês de Setembro. Primeiro veio à pesquisa, tarefa complicada, pois poucos brasileiros relatam na internet, revistas, livros, etc... suas experiências na conquista desta montanha.

Depois elaborar o projeto, vende-lo (tarefa dificílima), compra das passagens aeras e pacote com a operadora que possui a logística de subida, posteriormente os “detalhes”, que na verdade não são bem detalhes, alias vamos chamar de detalhes TECNICOS.

Agora era enfrentar o desconhecido, chegada em Nairóbi capital do Quênia em 26 de agosto, ali o ponto de partida para esta deliciosa aventura, teria que me locomover até a cidade de Moschi na Tanzânia, a base do Kilimanjaro, minha equipe foi formada por dois Ingleses e um jovem casal Dinamarquês. Data de inicio da Trekking, 31 de agosto, a meta era caminhar uma media de 8 horas por dia nos próximos 6 dias.

Esqueceríamos nestes dias de muitos detalhes da vida urbana, sendo o principal, um simples banho. Teríamos que levar somente uma pequena mochila com o que iríamos usar durante aquela caminhada, mais ou menos: água (fundamental), biscoitos, chocolates, maquina fotográfica, agasalhos impermeáveis, medicamentos em geral, etc... Todo o resto (barracas, mochilas com até 15 quilos, banheiro químico, alimentos para as refeições) era levado por carregadores que disparavam a nossa frente para montar as estruturas dos acampamentos.

Tudo muito bem estruturado e planejado pela operadora, as caminhadas eram feitas visando à aclimatação para alta montanha, evitando desta formas baixas entre os membros das equipes. Paisagens de tirar o fôlego, variedade na tipologia do solo, ou seja, floresta, savana, vegetação rasteira e deserto. Porém ainda não conseguíamos ter uma idéia do cume e suas geleiras, glaciares.

Quarto dia, o teste de resistência maior, chegamos ao acampamento com 4.700 metros de altitude por volta das 17h00, com tempo assustador, chuva de granizo que deixou todo o solo coberto de gelo. Teríamos que jantar as 18h00 para as 19h00 no maximo estarmos “dormindo”, pois estaríamos acordando naquela mesma noite por voltar das 23h00. Daí, teríamos um breve lanche e a meia noite em ponto, estaríamos iniciando o ataque ao cume do Kilimanjaro.

O frio era intenso, madrugada, extrema inclinação, peso da “mochilinha”, cansado do dia anterior, sonho e a possibilidade do mal da montanha eram fatores físicos e morais que abalavam qualquer um, e foi isto que fez com que nossa colega Dinamarquesa desistisse no meio do caminho. Frustrante e preocupante para todos nós, não contávamos com aquela baixa. Enfim, ainda tínhamos metade do caminho a percorrer. O nosso maior alimento era municiar a mente com pensamentos positivos, e esta ordenar ao corpo já abalado que persistisse.

Enfim chegamos ao topo por volta das 7h00 da manhã com o nascer do sol. Maravilhoso, Fantástico, Grandioso!!! Quantas emoções envolvem este momento mágico, chorar é apenas uma das muitas sensações que se tem e se sente lá em cima e é permitido a qualquer espécie do gênero humano.

O tempo lá é curto, no maximo de 20 minutos, tempo para os registros fotográficos e pequena contemplação daquele vulcão instinto e as paisagens ao redor, pois o tempo estava límpido. Agora era preparar para mais uma bateria de trekking, porém, morro abaixo. Três horas e meia mais tarde estávamos de volta ao acampamento. Tempo para uma soneca de 2 horas, logo após almoço e mais 4 horas de descida, ou seja, um total de aproximadamente umas 14 horas neste dia 4 de setembro, sem contar a noite de “sono” do dia anterior.

Mas, VALEU!!! Tudo, tudinho. Uma experiência inesquecível, onde a mente e o corpo trabalham em harmonia para alcançar objetos comuns e a superação é o premio maior da vida. A essência do ser humano esta na curiosidade, na busca pelo novo, nos desafios, na necessidade de superar os obstáculos. Isto muito provavelmente fez com que nossa espécie tenha há 80.000 anos atravessado o continente africano para ganhar a totalidade do planeta terra.

Fernando Barros – 47 anos, Administrador de Empresas, natural de Ribeirão Preto, casado, um filho, aventureiro por natureza.





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