Ônibus espacial e IPM

Autor: Marcos Pontes
Website: www.marcospontes.net
Data: 18/7/2007

Primeiramente gostaria de compartilhar com vocês a minha alegria pelo sucesso da última missão do Ônibus Espacial para a ISS. Essa missão, em particular, era de interesse especial para mim, devido incluir 5 dos meus amigos de turma. Graças a Deus e através do bom trabalho realizado pela tripulação (modéstia a parte, porque tiveram um ótimo treinamento!), mesmo com todos os aspectos técnicos complexos que tiveram que enfrentar, a missão foi um grande sucesso. Parabéns a todos os participantes: tripulação, engenheiros, controladores, técnicos, e todos aqueles que trabalharam para o seu planejamento e execução.

Do mesmo modo, vamos torcer muito para que tudo transcorra com perfeição e segurança na Operação Cumã 2 que está prestes a decolar de Alcântara, levando experimentos brasileiros a bordo de um foguete VSB-30, projeto derivado do nosso Instituto de Aeronáutica e Espaço. Essa missão representa um marco importante na seqüência de trabalhos de pesquisa em microgravidade no País. Também tem um significado especial para fortalecer as operações do Programa Espacial, como parte dos lançamentos importantes de Alcântara. Assim, estamos muito confiantes e com grande expectativa positiva sobre o evento.

De volta à Terra, com relação ao IPM estabelecido pelo Comando da Aeronáutica a pedido do Ministério Público Militar, o mesmo é um procedimento de investigação previsto, padrão, legítimo e rotineiro no meio militar, visando dirimir dúvidas restantes de procedimento anterior.

Isso não é, de modo algum um assunto novo. No ano passado o Ministério Público Militar investigou todos os pontos em questão e não encontrou qualquer indicio de infrações ao código militar na minha conduta de oficial da ativa. Assim, concluiu pela minha inocência com relação às suposições das notas jornalísticas.

Portanto, da minha parte, com a tranqüilidade de não haver absolutamente nada de irregular nas minhas atividades profissionais em décadas de serviço ao país como militar, continuo na minha vida normal, trabalhando de forma honesta e produtiva, não havendo nada a fazer sobre o assunto, apenas aguardar que as diligências de rotina sejam feitas, cooperar no que for necessário e acreditar nas instituições responsáveis.

Obviamente, mais uma vez sinto-me triste com relação ao meu País. Aqueles que conhecem a minha historia de vida podem avaliar isso. Porém, entendo que essas coisas fazem parte do momento e cultura nacional. Encaro como um treinamento. Ainda precisamos fazer muita coisa para o bem do País e, com certeza, tendo sucesso nesse objetivo, ainda teremos muitas situações semelhantes a essa para superar. Espero, porém, que isso não possa tirar a atenção e nem os recursos disponíveis para serem usados nos grandes problemas atuais que tem de ser resolvidos para a continuidade do desenvolvimento do Brasil.

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