A incrível jornada de Drake: Conheça a aventura do explorador inglês

Tema:Expedições
Autor: Chris Bueno
Data: 4/8/2010

(7/11/2005) Durante três anos ele desbravou mares desconhecidos, enfrentou ferozes tempestades, abateu embarcações espanholas, apossando-se de seus valiosos carregamentos, controlou motins, fez alianças com nativos e aportou em novas terras. Com isso, tornou-se o segundo homem a dar a volta ao mundo, e o primeiro a atravessar a perigosa e estreita faixa de oceano que liga o extremo sul do continente americano à Península Antártica, e que hoje recebe seu nome: Estreito de Drake.

O valente capitão Sir Francis Drake (1540-1596) conquistou um lugar na história com suas façanhas. No entanto, seu começo não foi tão glorioso assim. Drake era um conhecido pirata e foi contrato pela rainha inglesa Elizabeth I em 1577 como tal para realizar uma circunavegação terrestre, explorando novos mares, buscando novas rotas, estabelecendo contatos com povos exóticos (e, conseqüentemente, novas alianças comerciais), e trazendo riquezas para a coroa inglesa. Elizabeth I foi astuta ao nomear Drake para a missão: a rainha escolheu o navegador devido a suas habilidades como pirata e também por causa da relativa facilidade com que poderia negar qualquer envolvimento com o corsário, caso algo desse errado.

Junto a Drake, a rainha convocou mais dois grandes navegadores ingleses para liderar a expedição: John Winter e Thomas Doughty. O trio ficou conhecido como “os corsários da rainha” e partiu de Plymouth, na Inglaterra, no dia 15 de novembro de 1577. No entanto, Drake não aprovou essa divisão de poder e secretamente planejava tornar-se o único líder. Isso não demorou muito para acontecer. A diferença entre os três capitães logo trouxe divergências e conflitos entre a tripulação. Controlando a situação com mão forte, Drake conseguiu unir todos os tripulantes e emergiu como o verdadeiro líder.

Logo no primeiro dia de viagem, os navegadores enfrentaram uma terrível tempestade marítima. Drake decidiu parar e esperar o tempo melhorar, ancorando próximo ao porto de Falmouth, ainda na Grã Bretanha. Durante a tempestade, a embarcação de Drake, intitulada de “Pelican” (“Pelicano”), começou a arrastar a âncora. Drake ordenou que o mastro principal fosse cortado, para deixar o barco mais leve, e assim conseguiu salvar sua tripulação. Ao final da tempestade, o Pelican ficou seriamente avariado, e os três comandantes foram obrigados a voltar a Plymoth para fazer reparos na embarcação.

Segunda partida
Drake, Doughty e Winters partiram novamente no dia 13 de dezembro, saindo de Plymounth agora com cinco embarcações: Pelican, de 18 canhões e 100 toneladas; Elizabeth, de 16 canhões e 80 toneladas; Marygold, de 10 canhões e 30 toneladas; Swan, embarcação de suprimentos de 50 toneladas; e Christopher, de 15 toneladas. As cinco embarcações seguiram sobre o comando de Drake, que conduziu os 164 tripulantes em uma suposta expedição de comércio ao Nilo. No entanto, enquanto a viagem avançava, o verdadeiro destino se revelou ser o Oceano Pacífico via Estreito de Magalhães - para o pavor dos tripulantes, que conheciam a má fama do lugar, tido como uma das áreas de mais difícil navegação conhecidas. Essa decisão de Drake causou divergências entre a tripulação, e novos conflitos surgiram a bordo.

Ainda no Atlântico oriental, Drake capturou um navio mercante português e obrigou seu capitão, que conhecia bem as áreas próximas ao Brasil e o Estreito de Magalhães, a ficar com eles e ajuda-lo a navegar naquela região. O navegador português permaneceu com Drake durante 15 meses. A flotilha então atravessou o Atlântico, via Ilhas do Cabo Verde, até a costa do Brasil.

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