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Livro - Pelos caminhos do Tibete
R$ 34,00 à vista ou em 6 x de R$ 5,67 no cartão sem juros (+ frete)
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Depois de ser confundido com um traficante de armas na Tailândia, e de chegar a Katmandu, Airton Ortiz estava prestes a voltar para casa sem alcançar o maior objetivo de sua viagem: visitar o Tibete. Perto da fronteira tibetetana
AUTOR: Airton Ortiz TEMAS: montanhismo-viagens PÁGINAS: 261 EDITORA: Record ISBN: 85-01-06122-0
CONTRA CAPA
Depois de ser confundido com um traficante de armas na Tailândia, e de chegar a Katmandu, Airton Ortiz estava prestes a voltar para casa sem alcançar o maior objetivo de sua viagem: visitar o Tibete. Perto da fronteira tibetetana, viu-se impedido de cruza-la, pois a China não dá vistos para jornalistas visitarem o país ocupado, temendo que a verdade sobre seus atos seja revelada ao mundo. Desesperançado, Airton recebeu uma proposta inesperada e arriscada: entrar no país com um visto falso, conseguido por militantes da Resistência Tibetana. O preço seria levar uma carta secreta para agentes dentro do Tibete, parte de um plano para tirar de lá uma importante figura política e religiosa. Se fosse apanhado, Airton seria considerado um espião e acabaria executado pelos chineses. Isso depois de trabalhar para pagar as balas de seu fuzilamento.
Airton aceitou os riscos e, passando-se por um professor brasileiro, fez uma viagem inesquecível por um dos países menos conhecidos do planeta. Descobriu um mundo diferente, com suas próprias regras, que luta para livrar-se do domínio chinês e manter acesas suas crenças budistas. A partir de suas observações, Airton escreveu este impressionante PELOS CAMINHOS DO TIBETE, mais um título da coleção VIAGENS RADICAIS, dedicada a aventuras fantásticas e reais nos lugares mais inóspitos, exóticos e interessantes do planeta.
ORELHA
Pelos caminhos do Tibete – revelações na terra do Dalai Lama é o terceiro livro de Airton Ortiz. Como nos anteriores, ultrapassa o relato de viagens. Estão presentes as descrições minuciosas, as distâncias percorridas e o inusitado que surge diante dos viajantes radicais, embalados em um texto fluente, repleto de bom humor. Mas este aventureiro é também um escritor que reflete sobre os caminhos explorados e as experiências vividas. Sem a ação física dos livros anteriores, o narrador aparece em sua melhor forma, na mais fascinante de suas jornadas até o momento.
Iniciando pela Tailândia, Ortiz se faz passar por turista, e nos leva ao oriente cosmopolita que a maioria conhece. Mas este preâmbulo dura pouco. Logo, o escritor desvenda as segundas intenções dos guias, a beleza vazia de alguns templos, e nos apresenta um inesquecível motorista de táxi, capaz de leva-lo à cidade que ele realmente procura. De alfaiatarias suspeitas a joalherias misteriosas, passando pelo turismo sexual, relaciona-se com contrabandistas de armas para revelar tardios fantasmas da guerra do Vietnã.
Abandonando a cidade, vamos até a verdadeira “Ponte do Rio Kwai”, um dos grandes momentos do livro. Fatos históricos, como a emocionante visita ao cemitério onde estão sepultadas as vítimas daquele embate, reafirmam a condição de um narrador poderoso.
O texto seduz o leitor, que acaba se familiarizando com reis guerreiros e empreendedores, com a vida de Buda, além da real face dos monges tibetanos. Entre estes relatos, está a odisséia de uma rara estátua de esmeraldas que, durante séculos, vagou pelos mais diversos caminhos até converter-se em objeto de culto nos dias de hoje.
Após a Tailândia, chegamos a Katmandu, capital do Nepal, onde as peripécies para obter um visto de entrada para o Tibete lembram as melhores narrativas de espionagem. O difícil caminho até Lhassa descortina um país antes sufocado pela teocracia, agora preso a uma ditadura comunista, cujo povo, verdadeiro herói do livro, é um exemplo de resistência.
Costumes, histórias e hábitos alimentares deste mítico pedaço do planeta são descritos como experiência existencial por olhos estrangeiros que buscam entender aquela gente.
A vida do Dalai Lama, a invasão chinesa, os templos e os mercadores de falsas relíquias, os instantes de devoção que o viajante experimenta sucedem-se enquanto percorremos caminhos estreitos em montanhas sinuosas a bordo de um Land Rover. A jornada termina com um irônico diálogo entre o autor e um burocrata, que reconta a história tibetana à luz do marxismo.
Nas páginas finais, uma espécie de contraponto, a conversa com um monge a revelação. É o que torna os livros de Ortiz diferentes. Suas viagens vão além de um passeio radical. Modificam e enriquecem o homem. É esta experiência de amadurecimento e aprendizado que ele busca dividir conosco.
JÚLIO ROSA
O aventureiro Airton Ortiz é escritor profissional, explorador e jornalista especializado em esportes radicais. É repórter da revista digital 360 graus e autor dos livros Aventura no topo da África, sobre sua escalada no Kilimanjaro, e Na estrada do Everest, também publicados pela Record.
Capa de Glenda Rubinstein
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