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Livro - Asas do Vento - Livro de fotos
R$ 80,00 à vista ou em 6 x de R$ 13,33 no cartão sem juros (+ frete)
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O registro fotográfico da primeira volta ao mundo em um motoplanador - Gerard Moss
AUTOR: Gerard Moss TEMAS: viagem-aviação PÁGINAS: 152 EDITORA: Supernova ISBN: 85-89331-01-6
O registro fotográfico da primeira volta ao mundo em um motoplanador - Gerard Moss
Apresentação
Antes de pegar uma carona nas Asas do Vento, vale dar uma voltinha pelos bastidores desta que foi a primeira a primeira circunavegação a bordo de um motoplanador, um inédito desafio aeronáutico. Quanto esforço é necessário para se criar uma experiência que vale a pena ser vivida? Pela envergadura do projeto é possível o imenso trabalho de planejamento – roteiro, permissões de vôo, disponibilidade de combustível, estudo das condições meteorológicas...
A idéia cresceu aos pés do Pão de Açúcar. Sob a sombra do bondinho levando milhares de pessoas rumo a um dos mais famosos cartões-postais do planeta, foram traçadas todas as diretrizes para que o pequeno Ximango colocasse suas longas asas ao sabor dos ventos. Com entusiasmo e disposição, o aviador se preparava para sua segunda volta ao mundo, agora em vôo solo. Margi, sua companheira em outros vôos pelo mundo, ficaria no Rio administrando os mínimos detalhes para que Gérard voasse com segurança e completasse a missão com sucesso.
Os preparativos começaram com as adaptações feitas no Ximango, na própria fábrica da Aeromot em Porto Alegre. Além de adequar a aeronave para a maratona mundial, com a complicada instalação de tanques auxiliares de combustível dentro das asas, era preciso ainda encaixar os equipamentos que ajudariam o piloto em seu vôo pelos cantos mais remotos da Terra.
Dispensando um avião de reboque, o motoplanador conta com motor próprio para suas manobras de decolagem e pouso e para vôos nivelados ao gosto do piloto. Em condições favoráveis, ele pode seguir seu caminho planando, sem motor, ao capricho das correntes de ar e em companhia de outras aves.
No vasto céu, aparentemente livre, regem limites impostos pelo homem. A rigorosa burocracia aeronáutica difere de país para país, e a obtenção das permissões de vôo é crucial ao seguimento da jornada. Por exemplo, para o longo trajeto de dez dias atravessando a Sibéria, as autoridades em Moscou exigiram a presença de um tripulante russo a bordo. O piloto Yakov Sabodin candidatou-se à vaga. Para ajudar a traçar o plano da rota transiberiana, ele foi escalado para uma reunião de planejamento estratégico em plena semana de carnaval carioca, quando se dividiu entre o dever e o prazer de conhecer a cidade.
Durante meses até a partida, havia muito mais a fazer do que as malas – ou melhor, a mochila, o máximo que cabia para uso pessoal. Além das providências burocráticas, havia a preparação física para agüentar longas horas no minúsculo cockpit, sem poder se levantar, dividindo o restrito espaço com uma série de aparelhos tecnológicos, já que no desafio da circunavegação cabiam ainda outros, como gerar imagens ao vivo, em vôo, diretamente dos quatro cantos para a televisão. Seria algo inédito no mundo, pois não existia antena para uso aéreo. Em parceria com a Embratel e o departamento de Engenharia da TV Globo foi desenvolvido todo o sistema, incluindo um software de captação de imagens para laptop, que permitiria o envio por satélite de vinhetas dessa viagem para os telespectadores do programa semanal Fantástico.
Além disso, o Ximango foi transformado em uma plataforma de coleta de dados sobre a poluição atmosférica. Em conjunto com a UNESP de Bauru (SP) e as Universidades de Cambridge e de Lancaster, na Inglaterra, seriam feitas duas captações: a medição de ozônio em baixa altitude, usando um pequeno sensor, e a coleta de POPs, (Poluentes Orgânicos Persistentes) através de filtros de esponja. As universidades seriam responsáveis pela análise das informações obtidas.
O Rio de Janeiro, Cidade Maravilhosa, foi o ponto de partida. E, na experiência rara de ver o mundo inteiro passando como um filme aos seus pés, são inúmeras as vezes em que um piloto solitário pensa, mesmo consigo, “Nossa, que mundo..!”.
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