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Livro - Welcome Aboard - Bem Vindo a Bordo
R$ 35,00 à vista ou em 6 x de R$ 5,83 no cartão sem juros (+ frete)
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Field disse não está no banco de dados As histórias que estão aqui foram colhidas depois de muitas milhas voadas, uma fábrica de cigarros fumados, litros e litros de escocês e alguns deles paraguaios
AUTOR: Leon Romero TEMAS: aviação-humor PÁGINAS: 176 EDITORA: Asa ISBN: 85-86262-01-3
As histórias que estão aqui foram colhidas depois de muitas milhas voadas, uma fábrica de cigarros fumados, litros e litros de escocês e alguns deles paraguaios.
Algumas delas alegres, outras escabrosas, contadas com humor e de forma inteligente, partes das vidas deste povo que vive nas nuvens.
Passageiros, bem vindos a bordo, queiram tomar seus assentos e procurar a história que mais lhe agradar.
Mas, cuidado que o seu vizinho do lado pode estar pensando que você é um dos personagens.
Último aviso:
Não chame a comissária de vôo de “aeromoça”, além de ser antiquado e deselegante, você pode receber um “uísque paraguaio” legítimo.
PREFÁCIO
Diz o amigo Carlos Senra, o Lee, que o primeiro aeronauta foi o matusquela do Ícaro. Construiu duas asas de cera – onde é que aquele idiota arranjou tanta cera? – e se atirou nos ares tentando escapar do Minotauro, um corno doido que morava num labirinto.
Diz, ainda, que a Igreja fez um protesto formal, aliás, formal, como toda a estrutura da Igreja, reclamando pra ela o direito de exploração do céu. Argumentou que Jesus morava no céu. Que a Santíssima Trindade, os santos, as santas, os anjos e todo aquele staff de desocupados morava no céu. Então, o monopólio era dela. Não de Ícaro. O céu era única e exclusivamente dela. Qualquer coisa não santificada voando por lá seria excomungada e perseguida pela Santa Inquisição!
Mas Albertinho Santos Dumont e os picaretas dos irmãos Wright – que afirmam ter voado antes do nosso pupilo (dá licença prum aparte: os gringos disseram que o vôo deles ocorreu oito minutos antes do vôo do 14_Bis. Só que o Albertinho voou em Paris, capital do mundo, na época, para uma platéia de mil [eu disse mil!] pessoas. E os Wright, voaram lá nos cafundós dos Estados Unidos para uma platéia composta de porcos, vacas e galinhas! Que história mal contada, Tio Sam!!)
Bom... O Albertinho e os gringos picaretas, não quiseram nem saber da Igreja. Decolaram com suas engenhocas e voaram. Daí pra frente foi um festival de manicacas voando. Emporcalhamos o céu com aviões de tudo quanto é tamanho, foguetes, satélites, sondas, telescópios, o diabo.
Americanos, franceses, russos, japoneses e até nós, terceiro-mundistas, do Brasil todo dia mandamos uma porcaria nova pro céu. E, pasmem! Pelo que eu saiba, só o Vaticano ainda não tascou seu foguetinho.
Que diabo de monopólio é esse então? Só na conversa mole, não dá pra assumir o controle do Paraíso e sair por aí dizendo quem pode ou quem não pode ir para lá.
A Igreja reivindica o céu. Mas quem passa metade da vida pendurado numa lata, cruzando as nuvens do Paraíso, somos nós, os aeronautas.
Esse monopólio deveria ser nosso. Não teríamos tantos pecados em nossos mandamentos, acabaríamos com as penitências e, finalmente, as bem aventuranças começariam assim:
“Bem aventurados os aeronautas. Pois deles é o reino dos céus!”
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