Eu e o balonismo

Tema:Balonismo
Autor: Sacha Haim
Data: 26/12/2002

Meu primeiro contato com o balonismo foi entre os 10 e 11 anos de idade, através de uns amigos ingleses do meu pai, que tinham um balão. Um deles havia perdido o emprego, e o meu pai se prontificou ajudá-los a organizar uma forma de ganhar dinheiro com o balonismo, o que acabou não sendo necessário, pois ele logo conseguiu um novo emprego. A partir daí continuaram a praticar o balonismo esportivamente, fazendo promoções esporádicas para auxiliar na manutenção do “hobby”.

Em 1987, a convite do prefeito de Casa Branca, meu pai conseguiu promover o I Encontro Brasileiro de Balonismo, que foi um sucesso, pois a partir daí o balonismo foi legalizado (oficializado) perante a Aeronáutica, criando-se a Associação Brasileira de Balonismo. No ano seguinte (1988) foi realizado o 1° Campeonato Brasileiro, do qual eu já participei como Navegador de Bordo, conseguindo um 3° lugar e conquistando, assim, o direito de participar do 9° Campeonato Mundial no Japão. Fui novamente como navegador, ficando cada vez mais empolgado. Dentre 102 participantes, ficamos em 39° lugar, a melhor colocação de uma equipe brasileira num campeonato mundial até hoje. Daí em diante não paramos mais:

Colocação nos campeonatos:

  • 1° Encontro Brasileiro de Casa Branca - 1987 – 1°colocado
  • 1° Campeonato Brasileiro em Casa Branca – 1988 – 3°colocado
  • 2° Campeonato Brasileiro em Americana – 1989 – 3° colocado
  • 9° Campeonato Mundial no Japão – 1989 – 39° colocado
  • 3° Campeonato Brasileiro em Piracicaba – 1990 – 5° colocado
  • 4° Campeonato Brasileiro em Goiânia – 1991 – 6° colocado
  • 5° Campeonato Brasileiro em Piracicaba – 1992 – 5° colocado

    Obs: No 1° campeonato brasileiro contávamos com 13 balões competindo, este número foi aumentando até que chegamos a 18 no último. No campeonato mundial havia 102 concorrentes!

    Tivemos uma pausa “forçada” desde o final do ano passado (1991), quando um pequeno acidente de balão ocorrido no Paraguai causou a fratura de uma costela no nosso piloto (meu pai). Ele só voltou a pilotar novamente no começo do 5° Campeonato Brasileiro, realizado em Junho.

    Com uma pequena barreira a ser vencida para obter o brevê (pois é necessário ter mais de 18 anos), construí um balão de controle remoto, podendo assim pilotar o meu próprio balão. O único problema é não estar voando junto, pois os melhores momentos do balonismo são proporcionado pelo vôo.

    Não foram só os campeonatos que me empolgaram em relação ao esporte, mas também a parte do lazer e convivência. Fomos para vários paises voar, apenas pelo simples prazer de voar. O primeiro país estrangeiro que visitei ligado ao balonismo foi o Japão, em novembro de 1989. País que merece pela hospitalidade de seu povo para com as equipes estrangeiras.

    Em janeiro de 1990, participamos do Festival de Inverno em Chateau D’Oex, na Suíça. Sobrevoamos os Alpes, sendo este um dos maiores espetáculos que já participei.

    Em Julho de 1990 viajei para a Inglaterra, onde permaneci 7 meses. Durante um mês desse período tive a minha primeira experiência como profissional, trabalhando na maior fábrica de balões do mundo – Cameron Balloons, em Bristol, onde acompanhei a construção de um balão desde o projeto até o controle de qualidade. Na mesma cidade, tive o prazer de voar com um amigo e participei do Bristol Internacional Fiesta, onde tive a oportunidade de apresentar meu balão rádio controlado, graças ao qual saí em uma revista inglesa, e observar os magníficos balões de forma.

    Em outubro de 1990, participei do Campeonato Norte-Americano em San Antonio, no Texas, como fiscal de medição, podendo observar de perto as maiores “feras” do esporte.

    No Paraguai (Assuncion), em dezembro de 1991, fomos os primeiros a voar com um balão de ar quente em toda sua história, (fato que custou uma costela quebrada).





    © Copyright 1998 - 2012 - 360 GRAUS MULTIMÍDIA
    Proibida a reprodução integral ou parcial, para uso comercial, editorial ou republicação na Internet, sem autorização mesmo que citada a fonte.
  • Compartilhe:


    Livros:

    Equipamentos:

    • Parati: charmosa, elegante e cheia de histórias de aventuras
      Lugares
      Parati: charmosa, elegante e cheia de histórias de aventuras
    • Parque Nacional de Monte Roraima
      Parques
      Parque Nacional de Monte Roraima
    • Rota dos Sonhos: trilhas, cultura e muita aventura
      Lugares
      Rota dos Sonhos: trilhas, cultura e muita aventura
    • Parque Nacional Marinho dos Abrolhos
      Parques
      Parque Nacional Marinho dos Abrolhos
    • Parque da Restinga de Jurubatiba. Equilíbrio Biológico Global
      Ecoturismo
      Parque da Restinga de Jurubatiba. Equilíbrio Biológico Global
    • Penedo: conheça a bela 'pequena Finlândia' do Brasil
      Ecoturismo
      Penedo: conheça a bela 'pequena Finlândia' do Brasil