Júlio Pieroni sobre a Terceira etapa do Brasil Wild

Tema:Adventure Race
Autor: Por Debora de Lucas
Data: 13/4/2007

EXCLUSIVO - Em entrevista exclusiva ao 360 graus, o diretor de prova do Brasil Wild, Julio Pieroni, adiantou algumas informações sobre as próximas disputas do circuito já previstas para 2 e 3 de junho e 2 e 3 de setembro. “Para a terceira etapa, queremos fazer uma prova um pouco maior que pode ter 300 ou até 500 km”, declarou.

Além disso, o organizador comentou o formato da primeira competição do campeonato de 2007, falou sobre a rivalidade das equipes e explicou a hegemonia paulistana nas corridas de aventura do Brasil.

De 31 de março a 1º de abril, a primeira etapa contou com 154 km e aconteceu nas cidades mineiras de São Lourenço, Caxambu e Baependi. Ao todo, 42 times de 9 estados enfrentaram 105 km de mountain bike, 37 km de trekking, 170 m de rapel guiado, 12 km de canoagem e navegação constante. Desses quartetos, 33 completaram a prova e 9 desistiram do percurso.

As equipes Mitsubishi Quasar Lontra e Motorola SOS Mata Atlântica repetiram a dobradinha paulistana da primeira etapa de 2006 e ficaram, respectivamente, com o primeiro e segundo lugares.

Agora que você já refrescou a memória, leia o bate-papo completo com organizador do Brasil Wild.

360 graus – Por que o Brasil Wild apostou numa prova rápida para inaugurar o circuito 2007? As outras duas etapas seguirão o mesmo formato? Julio Pieroni – Não houve uma determinação para isso. Depois que se fecha o percurso, não tem mais como diminuir ou aumentar a prova. Para mim, o trajeto tem de ter uma lógica e, dessa vez, criamos uma competição rápida que foi completada em 14h30 pela primeira equipe. Quando às próximas etapas, ainda não fechei os percursos.

360 graus – De onde surgiu a idéia de introduzir uma pré-largada com charretes, banda e Maria Fumaça? Pieroni – A corrida de aventura é muito restrita e é necessário criar interesse, ganchos de mídia e situações divertidas para os atletas. As charretes e o trem são atrações típicas de São Lourenço e, com eles, conseguimos envolver a cidade na disputa e mostrar um pouco do que ela tem a oferecer. A partir daí, apresentamos as atrações do município sem transformar a prova num grande passeio no parque.

360 graus – Aos olhos da organização, quais foram os trechos mais difíceis da competição? Pieroni – O primeiro trekking era difícil e, conforme a nossa previsão, a primeira equipe cumpriu a modalidade em quatro horas. A primeira bike também foi dura porque estava muito quente. Particularmente, achava que o segundo trekking seria mais fácil, mas foi complicado. Com aquela história de carregar o duck, a Quasar Lontra se cansou e acabou demorando mais do que o esperado. Para mim, eles cometeram um erro estratégico e arriscaram a vantagem que conquistaram.

A última bike era para ser a fácil, porém, por causa da disputa acirrada, foi difícil para a Quasar Lontra. No PC 12/Trevo de São Lourenço, a SOS Mata Atlântica assinou na frente e já entrou na trilha. No final, a Tessa Roorda, da Quasar Lontra, não estava com muito gás e achei que a SOS fosse ganhar. Daí trocou de novo e a Quasar Lontra chegou na frente. No meu ponto de vista, essa foi a prova mais disputada que já tivemos.

360 graus – Até que ponto a rivalidade é um bom ingrediente para as corridas de aventura? E para o Brasil Wild Pieroni – Ela é bem comum em qualquer esporte e ainda bem que existe. Até na vida cotidiana, as pessoas sempre procuram se superar e buscar vitórias. Para o Brasil Wild, a disputa é sempre mais interessante. Se uma equipe dispara na frente, a prova fica meio sem graça. Mas acho que a rivalidade é mais importante para os atletas.

360 graus – No começo da etapa, a mineira Yak’s Raja Fitness e a paranaense Sundown Audax conseguiram ficar entre as primeiras equipes, mas depois saíram da prova. Quando a hegemonia paulistana acabará? Pieroni – Acho difícil esse panorama mudar tão cedo porque experiência conta em qualquer negócio, inclusive em corrida de aventura. O esporte começou na cidade de São Paulo, os atletas paulistanos correm há mais tempo e, conseqüentemente, têm mais experiência.

As provas do circuito paulistano têm um nível mais alto e os competidores já estão acostumados com disputas mais puxadas. Além disso, os atletas de lá aprenderam a treinar. Pode despontar uma equipe, como despontou a Oskalunga. O time brasiliense tinha um patrocínio grande e teve a oportunidade de se dedicar exclusivamente ao treinamento. Durante um ano, a Oskalunga teve uma certa hegemonia. A Sundown Audax, do Paraná, e a Yak’s Raja Fitness, de Minas, são equipes boas e estão fora da capital paulista. No entanto, ainda acho que São Paulo dominará por mais um tempo.

360 graus – No ano passado, em entrevista ao360 graus, você disse que as três etapas do Brasil Wild não seriam em São Paulo. As outras duas localidades já foram definidas? Pieroni - Para a segunda etapa, já estamos negociando com o município de Itararé, na divisa do estado de São Paulo com o Paraná. Para a terceira etapa, queremos fazer uma prova um pouco maior que pode ter 300 ou até 500 km, mas ainda não temos nada definido.

Para saber mais sobre o Brasil Wild, acesse www.brasilwild.com.br

Nesta reportagem:

» Atenah conquista terceira posição da 1a etapa do Brasil Wild





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